domingo, 12 de agosto de 2007

Compro Felicidade.



Onde se vende felicidade? Ando procurando, mas não é um artigo fácil. Hoje passei a tarde em um shopping com duas amigas. Almoçamos, rimos e conversamos. Compramos também. Não dá para fingir que é chato fazer compras. Eu não finjo. Compro nem que seja um batom, um creme novo ou um chocolate. Minha renda não permite grandes aquisições. Tomara que um dia permita, pois sou igual à maioria e tenho lá meus sonhos de consumo, mesmo que não seja um fim em si. O que me aflige é que não vendem felicidade nos shoppiings. Aliás, a felicidade não é um artigo à venda e por isso nos entupimos de dívidas e guloseimas buscando a satisfação. Então, vêm as contas e as dobrinhas indesejáveis e ficamos profundamente infelizes. Mas, dizem, que há solução. Emagreça e serás feliz! Alardeiam as panacéias para emagrecer. “Malhe”, falam. Um amigo, tão amigo que é meio-irmão, diz que me leva (arrastada) para academia e me devolve em casa vivinha, embora quebrada. Coitado, se não for amarrada não vou. Para ele, exercício físico é uma fonte de felicidade. Acredito, pode até ser, mas o conheço bem e sei que nem sempre ele está feliz, assim como ninguém é totalmente feliz. Há pessoas como a minha mãe, que associam a generosidade e o bom caráter à obtenção da felicidade. Um Prêmio. Até concordo que agindo com justiça e amor somos mais felizes conosco, mas e com os outros? Não sou má, ao contrário tento ser legal, honesta e ética com as pessoas com as quais me relaciono. Tenho tido sucesso com atitudes fundadas nessas bases e me sinto bem com isso, porém nem sempre as pessoas me tratam da mesma forma. E então, eu sofro. É claro que dá prazer o reconhecimento. Fico orgulhosa de ver a minha filha feliz e saber que contribuí para isso.Também fico satisfeita de ter meu ex-marido como um amigo da família. Que bom termos vencidos as mágoas e convivermos com respeito e afetuosidade. Que maravilha ver nossa filha de 21 anos, aprendendo a amar a irmãzinha de meses. A família é abençoada, graças a Deus! Porém já superamos momentos tristes. Amigos tenho os melhores. Com alguns não convivo muito, mas os amo. Outros vejo sempre, morro de rir com ele, choro e também os amos. Amores eu tive (parece letra de música, concordo). Hoje eu tenho amor. E ainda assim luto para ser feliz. Carreira, projetos, um mundo melhor. Vida a dois feliz. Tudo isso eu quero, mas é árdua a conquista. Não encontrei a felicidade para vender. Quer saber? Se tiver à venda é melhor que eu nem tome conhecimento, pois deve ser artigo muito caro e não tenho tanto. Seria mais uma frustração. Por enquanto vou sonhando em ser feliz. Sonhar não custa nada e hoje eu sonho com você.

Evelyne Furtado, em 11 de agosto de 2007.

2 comentários:

Laura disse...

Se felicidade estiver à venda, eu nem tendo a grana do mundo compraria! quem quer felicidade continua? deixaria de ser felicidade Vequi!
Acho q o encanto da felicidade está precisamente nessa intermitência surpreendente e quase efêmera.
Nao compres nao! rsrs

Evelyne Furtado disse...

Sábia Laurita! Concordo com você, aqui fiz uma brincadeira, mas bem que quero nem que seja uma felicidade básica,rs.
Obrigada, linda!