quarta-feira, 25 de abril de 2012

Existencialismo.

Foi preciso olhar e não ver.
Tocar e não sentir.
Perder-se, enfim.
Perceber o fim.
O desespero e a chave para o ser .

Na mão ainda uma flor,
No peito alguma dor,
Na alma um resto de esperança.
No sonho, riso de criança.
No horizonte uma vida para (bem) viver.

2 comentários:

Fanzine Episódio Cultural disse...

Mensageiras do Mar

Ondas são mensageiras do mar.
Quando harmoniosas trazem notícias
Que enchem nossos corações de alegria.

Quando o homem destrói o seu meio, o mar,
Elas são vingativas,
Trazem mensagens de fúria
Rompendo diques, invadindo ruas...

Ondas são como o beijo:
Oferecido pela pessoa amada
Deixa-nos sedentos de amor.
Mas quando frio, gelado
Deixa-nos cada vez mais finitos.

As ondas são o pacto
Entre o mar e o oceano
Que reivindicam o que lhes pertence:
Grãos de areia que juntos
Formam o seu leito,
O seu repouso.

*Do livro “O Anjo e a Tempestade”, do escritor mineiro Agamenon Troyan
MSN: machadocultural (arroba) hot ponto com

Anônimo disse...

Às vezes é preciso perder para poder compreender o verdadeiro sentido de uma existência. Esta perda, muitas vezes se dá, quando percebemos a fuga de tudo que nos cerca, nos protege e nos dá amor. Entretanto (graças a Deus!), o ser humano é dinâmico, cai e se levanta, e quando percebe o erro, a falta, o abandono, muda seus atos, volta ao passado, faz-se criança. Uma poesia, de fato, fácil de encontrar no seu contexto.
Beijos!
Carlos Eduardo