segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cravo.


Não desejo tanto e anseio mais. A ambivalência mora aqui e lá. Dispenso o que a muitos apraz e quero com imensa força o que o olhar traz. Mergulho em poço escuro, de olhos fechados, em mar aberto, tanto faz. Desço, deslizo, afundo em ais. Uma mulher em água se desfaz. Ressurge em sais. A "bruta flor" é um cravo. Cravo no peito é querer mais. A salvação é o cais. Desejo é carrasco e é libertação. Ainda assim desejo mais. Treze vezes trinta cravos lhe satisfaz? Operações numéricas não faço bem. Revoluções armadas também , não. Mas querer, sim. E quero mais. Boa sou, também, em imaginar. Na imaginação multiplico. De um cravo faço mil e neles deito todos os meus anseios de afeto e de paz.

4 comentários:

Giovanna Martins disse...

Evelyne, amei, de verdade seu blog. Gostei bastante dos textos. Bjos.
Giovanna Martins

KauÊ Garcia , SR.Crhistopher Caius disse...

oi seu blog é muito legal mais o meu tambem é e ainda + se gostar da lady gaga e da britney spears porq o blog é pra elas

Mz disse...

Aqui, no meu mar, os cravos foram revolução e, hoje, mais que nunca precisamos deles verdadeiros e completos.
Gostei muito do texto e da lembrança que nos toca a todos em liberdade.

Mz

Evelyne Furtado. disse...

Que voltem a brotar os cravos por aí. Obrigada!