quarta-feira, 28 de maio de 2008

FOME DE VIDA.




Meu apetite aumenta. Não, dessa vez é fome, mesmo. Fome de palavras. Fome de música. Fome de gente. Há um espaço enorme aqui pedindo mais. A minha necessidade de repor energia é eterna. Como é imortal o desejo de interação. Meu corpo e meu espírito clamam por alimentos. Mas não qualquer alimento. Esse é o meu problema maior. Clamo por um prato de justiça. Detesto quando a ignoram. O espaço espiritual continua largo, mas escrever também me nutre. Assim escrevo compulsivamente. Outras vezes leio da mesma forma ansiosa. Em outras como e me esbaldo em chocolates, pipocas, coca zero, café, massas. Mas também me esbaldo em carinhos. Sou boa em dar e receber. Uma mulher sensorial. Aparentemente calma, mas faminta de vida. Da vida que eu quero ter.

Evelyne Furtado
Publicado no Recanto das Letras em 26/05/2008
Código do texto: T1006676

2 comentários:

AnadoCastelo disse...

Ai como eu a compreendo. E também a menina compreende porque eu digo isto, não é?
Beijinhos querida

Evelyne Furtado disse...

Ana, talvez sim. Esse momento foi descrito dessa forma aí. Sou meio faminta mesmo,rs.
Obrigada pela compreensão.
Beijos