terça-feira, 18 de março de 2008

Piaf - Um Hino ao Amor.


Cresci ouvindo Edith Piaf. Meu pai e minha mãe eram admiradores da cantora. Ouvia e não gostava, confesso. Aquela voz de agudos cortantes não combinava com o que eu ouvia na época.
Todavia, fui me habituando e lembro perfeitamente de ter sido levada pelos meus pais ao espetáculo Bibi canta Piaf, quando tinha uns 19 anos. Digo sempre que Bibi Ferreira me fez respeitar e admirar Piaf.
Com a maturidade, ainda por conta da minha mãe, continuei ouvindo Piaf por quem já nutria admiração.
Hoje assisti a " Piaf - Hino ao Amor". O filme na França recebeu o nome de "La Vie en Rose". Não há diferença, pois ambas as canções são lindas.
A produção é apaixonante principalmente em virtude da interpretação de Marion Cotillard, vencedora do Oscar 2007. Aquela moça bonita que recebeu o prêmio da Academia transfigura-se em Edith Piaf.
Sua atuação faz com que esqueçamos da atriz. Quem está diante de nós é a cantora francesa, criada praticamente nas ruas, baixinha, por isso o nome Piaf (pardal em francês), lutadora, viciada, estrela que virou mito, e principalmente uma mulher apaixonada e de muita fé.
O filme não segue uma linha cronológica direta. A ação vai e volta entre a infância, o fim e o apogeu de Edith Piaf. Entre os muitos amantes que a cantora teve, o filme, que tem o roteiro e a direção de
Olivier Dahan , destacou o seu grande amor Marcel, o pugilista argelino.
Piaf que não conheceu o amor durante a maior parte da sua vida, o encontrou em Marcel e dedicou-se a amá-lo com intensidade, generosidade. Em um momento lindo do filme ela agradece o amor de Marcel à Santa Terezinha, que também a havia curado da cegueira quando criança.
Infelizmente, o grande amor acabou cedo. O avião que levaria Marcel ao encontro de Edith em Nova York caiu e o pequeno Pardal morreu em parte com ele. Em "La Vie en Rose", Piaf canta o seu amor pelo boxeador a quem tanto amou.
O filme exalta a maior cantora francesa de todos os tempos, sem esconder seus vícios, sua origem, seus escândalos.
Piaf viveu apenas 47 anos. Morreu em 1963 e até hoje encanta quem ouve as suas canções.
Edith que dizia não se arrepender de nada gravou em 1961, dois anos antes de morrer, (Non) "Je ne Regrete Rien," que assim diz:

"Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!"

"Piaf - Hino ao Amor" mostra-nos que Edith se alimentava do amor e da carreira.
Não se deve perder essa produção. Fui e chorei, como quase todos ao meu lado no cinema. Valeu à pena conhecer e viver todas as emoções na interpretação maravilhosa de Marion Cotillard.

Evelyne Furtado, 16 de março de 2008.

2 comentários:

Gilbamar de Oliveira disse...

Assisti Piaf hoje, e chorei muito. Sempre gostei das músicas dela. Tenho apenas 24 anos e aprendi a gostar desde a primeira vez que a ouvi cantando no rádio.

Amei o filme.

visite a escrivaninha do meu esposo Gilbamar:
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/10714

Abraços.

Evelyne Furtado disse...

Oi!
São lindas as canções e o filme intenso. Também adorei.
Obrigada pela visita.
Abraços