quinta-feira, 9 de abril de 2009

ZOUK.


E ela foi chamada para dançar.
Assim, sem mais nem menos, em plena rua.
Espantou-se.
Onde já se viu?
Para falar a verdade ela não o conhecia.
Não antes daquele dia.
Ali, em meio a praça, na frente de tanta gente, ela então o enxergou.
Ainda que meio trôpega aceitou a dança do olhar.
E dançou com tudo que tinha direito: olhos, bocas, braços, pernas e fantasias.
Desde o começo, sabiam os dois, a coreografia daquele dia
Além de todas as outras que os sentidos permitiriam.

Um comentário:

Fabiana de Brito Gomes disse...

Òtima! Aie, por hoje, preciso parar de te ler! Cara, adorei tua escrita. Que...que...que tu continue assim, sempre o que for.