quarta-feira, 15 de outubro de 2008

DANÇA DOS VÉUS.


Além de tirar os véus que me cobrem. Rasgo os véus que me impedem de ver o outro como ele realmente é. E nessa dança giro como uma odalisca tonta e perco, algumas vezes, a razão.
Confundo-me, especulo motivos, brigo com a realidade e tento fugir da confusão. Vejo filmes que me fazem rir e quando me sinto mais forte assisto aos que me fazem chorar.
Quando venço a apatia, deixo-me contaminar pela alegria da festa e isso é bom. Às vezes faço até um certo esforço para comparecer, mas quando lá chego sinto-me feliz. Em algumas ocasiôes eu me esbaldo: canto, danço e dou risadas.
O sono também me alimenta corpo e alma, contudo, nem sempre me faz acordar sorrindo. Hoje acordei com o choro preso na garganta e não queria aborrecer àqueles que vêm me ajudando a suportar as últimas dores.
Peguei o telefone pensando em ligar para um amigo que poderia auxilia-me no obstáculo concreto que preciso resolver, porém mudei a intenção em um átimo e disquei para um amigo antigo, que se prontificou a fazer o possível por mim.
E não é que ele já fez? Não solucionou o assunto profissional que me aflige, mas com uma palavra liberou meu pranto e a dor não identificável que me fazia sofrer nessa manhã.
Ele de quem retirei os véus no passado e que sempre me viu sem véus, mostrou-se amigo mais uma vez, fazendo com que eu me olhasse com mais amor, lembrando a mim mesma a mulher que ele conheceu e de quem andei esquecendo na confusão dos últimos tempos.
Nos despedimos com ternura e continuaremos amigos, se Deus quiser, pois nos perdoamos há muito tempo. Desejo a ele a mesma felicidade que quero para mim.

2 comentários:

AnadoCastelo disse...

Há amizades que ficam para sempre. Por mais voltas que dermos neste planeta essas são firmes como rochas mesmo que estejamos muito tempo sem vermos essa pessoa.
Beijinhos querida se precisar de mim é só chamar.

Evelyne Furtado disse...

Aninha, que saudade! Eu penso assim sobre amizades. A gente não perde amigos de verdade. Adorei seu retorno, amiga!
Beijão