domingo, 22 de junho de 2008

Não gastarei meu batom em qualquer beijo...






Meu mal é pensar demais, é o que diz um amigo, desses que a gente confia tudo e que parece nos conhecer melhor do que nós mesmos. Verdade. Penso muito e o pensamento me leva ao céu e ao inferno.

Venho treinando os bons pensamentos e juro que me sinto melhor. Uma prima médica, que pesquisa física quântica, diz que o caminho é esse. A terapia cognitiva também. O filme O Segredo, naquela repetição cansativa, diz o mesmo. Livros de auto-ajuda, idem. Li alguns e assumo que me fizeram bem. Deepak Chopra é um exemplo bom.

Resolvi mirar bons desejos e jogar no lixo tudo que me torna infeliz.Tem dado certo, apesar de vez ou outra a vida aprontar e me acertar bem no coração.Nessas horas dói, o que é natural. Se não der para evitar, revido. Depois volto a caminhar na paz.

Tenho vivido experiências interessantes. Algumas eu ainda nem assimilei, mas me deixo envolver por elas e a sensação é tão benéfica, que me traz felicidade sem necessidade de explicações.

Em fase de aprendizado, não quero lembrar situações que me façam reviver sofrimentos. Não quero consolidar padrões negativos.

Ao contrário quero juntar todos as recordações boas que vivi e deixá-las tomar conta de todo meu ser, de todos os átomos que me formam, pois sou energia (física quântica novamente) e mereço a melhor fluindo nas minhas veias.

Como canta Zé Ramalho, de quem colhi versos, com os devidos créditos :"não quero devaneios tolos a me torturar... não vou me sujar fumando apenas um cigarro, nem gastarei meu batom em qualquer beijo"

Escolhos pensamentos e beijos, aproveitando enquanto posso. O que me fere, irá para o local apropriado. O que me faz bem, guardarei no saco de guardar confetes e mergulharei neles quando necessitar.


"Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar..."

Zé ramalho.

2 comentários:

Anônimo disse...

Vim lendo a partir do último post q tinha lido (houve muita producao nesses dias!)
Vequi, como disse la Piaf:

"Non, je ne regrette rien..
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé! .."

Continua enfiando os maus momentos na sacola que daqui a pouco eles nem sequer viram recordos!

beijos, amiga!
Laura

Evelyne Furtado disse...

Laurita. que saudade!
E você ainda traz Piaf como "auxílio luxuoso" ( frase de Leda Nagle, uma jornalista brasileira que admiro).
Seus comentários são valiosos, assim como sua amizade.
Obrigada pelo carinho e muitos beijos.